Alagoas está entre os estados com alto risco de Síndrome Respiratória Aguda Grave
05/07/25
By:
Redação
Os dados são do InfoGripe, sistema de monitoramento mantido pela Fiocruz

Um novo boletim divulgado ontem, quinta-feira (3) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acende o alerta para Alagoas: o estado está entre os seis do país com nível de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento no longo prazo. Os dados são do InfoGripe, sistema de monitoramento mantido pela Fiocruz.
De acordo com a análise, Alagoas se junta a Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima como os estados com sinais de aumento contínuo nas hospitalizações por SRAG — condição que pode ter como causa vírus respiratórios como influenza, rinovírus, VSR (vírus sincicial respiratório) e Sars-CoV-2 (covid-19).
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, os principais responsáveis pelo avanço da doença são a influenza A e o vírus sincicial respiratório, que seguem com índices elevados de circulação em várias regiões do país, inclusive no Nordeste.
Dados das últimas semanas
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, os casos positivos de vírus respiratórios em todo o país foram distribuídos da seguinte forma:
Influenza A: 33,4%
Vírus sincicial respiratório (VSR): 47,7%
Rinovírus: 20,6%
Influenza B: 1,1%
Sars-CoV-2 (Covid-19): 1,8%
Os dados de mortalidade também preocupam: entre os óbitos registrados por SRAG, 74,1% foram causados por influenza A, 14,1% por VSR, 10,2% por rinovírus, 3,1% por covid-19 e 1,3% por influenza B.
Situação em Alagoas
Em contraste com estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Amazonas, que já apresentam sinais de queda nos casos de SRAG, Alagoas segue com tendência de alta, assim como Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Roraima. A preocupação se estende principalmente às populações mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.
A Fiocruz alerta que o monitoramento deve ser intensificado e que a vacinação contra influenza e outras infecções respiratórias deve ser reforçada, especialmente nos grupos de risco. Além disso, medidas preventivas como o uso de máscaras em ambientes fechados e a higienização frequente das mãos continuam sendo recomendadas.
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