Ativistas do veleiro Madleen são transferidos para Tel Aviv
10/06/25
By:
Redação
A deportação do ativista Thiago Ávila está sendo supervisionada pelo governo brasileiro, que confirmou ontem seu retorno ao Brasil

Os 12 ativistas a bordo do veleiro Madleen, interceptado por Israel na madrugada da última segunda-feira (9), foram transferidos nesta terça-feira (11) para o aeroporto Ben Gurion, próximo a Tel Aviv, com a maior parte já iniciando o processo de repatriação.
O barco, que navegava em direção à Faixa de Gaza com ajuda humanitária simbólica, foi escoltado por embarcações da Marinha israelense até o porto de Ashdod, após ser interceptado em águas internacionais.
O episódio reacende críticas sobre o bloqueio a Gaza e amplia a pressão internacional por soluções diplomáticas e humanitárias para a população palestina.
Passageiros
Entre os passageiros estavam cidadãos do Brasil, França, Alemanha, Turquia, Suécia, Espanha e Holanda. O grupo, ligado à Coalizão Flotilha da Liberdade (FFC), pretendia romper o bloqueio imposto por Israel ao território palestino. A embarcação levava arroz e leite em pó para Gaza.
A ativista sueca Greta Thunberg, uma das principais figuras do movimento ambientalista global, foi uma das detidas. Ela já deixou Israel em um voo com destino à Suécia, com escala na França, conforme anunciou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em publicação na rede X. Uma imagem divulgada mostra Greta sentada dentro do avião. Já o brasileiro Thiago Ávila será interrogado e possivelmente retornará para o Brasil sob acompanhamento do governo brasileiro. O Itamaraty cobrou Israel a libertação e o fim imediato das restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza.
Cinco cidadãos franceses, incluindo a deputada francesa Rima Hassan, recusaram-se a deixar voluntariamente o território israelense e aguardam decisão judicial sobre sua eventual expulsão. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que acompanha a situação e pediu que os direitos de seus compatriotas sejam respeitados.
"Provocação midiática"
Israel acusou os ativistas de promover uma “provocação midiática”, alegando que o grupo buscava publicidade e que transportava menos do que um caminhão de ajuda. Já organizações internacionais e governos como Irã e Turquia classificaram a ação israelense como ilegal e uma violação do direito internacional.

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