Caso João Neto: imagem de defensor da moral desmorona a cada dia
25/04/25
By:
Redação
Escândalo expõe a gravidade dos relacionamentos abusivos e a urgência de fortalecer redes de proteção às mulheres

O caso do advogado e influenciador digital de extrema-direita João Neto, preso em flagrante por agredir sua companheira, escancarou mais uma vez a grave realidade da violência doméstica e do abuso de poder. Com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, João Neto se apresentava como defensor da justiça e dos bons costumes. Fora das câmeras, contudo, a imagem construída desmorona diante das acusações de comportamento opressor e violento.
Áudios obtidos pela Gazetaweb revelam o conteúdo ofensivo das agressões verbais. João Neto insulta a companheira com termos misóginos e depreciativos, como “p*ta”, “tab*cão” e “rab*o”, ao criticá-la por vestir roupas de academia, acusando-a de “andar como solteira”. A tentativa de controlar a liberdade e a autonomia da vítima deixa evidente um padrão de relacionamento abusivo.
As agressões não ficaram restritas ao discurso. Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima é empurrada, bate com o queixo no chão e começa a sangrar. Apesar das evidências, João Neto nega as acusações e alega legítima defesa. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu investigação sobre sua conduta, o que pode levar à cassação de seu registro profissional.
O caso ganhou novo desdobramento nesta quarta-feira (24), durante o cumprimento de uma decisão judicial que determinou a permanência exclusiva da vítima no apartamento onde morava com o agressor. A situação provocou um confronto entre as advogadas das duas partes, ocorrido na porta e dentro do condomínio.
Apartamento
Segundo a advogada Júlia Nunes, representante da mulher agredida, a decisão assegurava que o imóvel fosse ocupado apenas pela ex-companheira de João Neto e sua família. No entanto, a advogada do influenciador argumentou que a filha dele, uma adolescente de 15 anos, também mora no local e não poderia ser retirada, já que a ordem judicial não mencionava sua saída.
O impasse entre as defensoras durou horas e precisou da intervenção da Polícia Militar, por meio de sua equipe de gerenciamento de crise, para ser resolvido.
O episódio serve de alerta para a persistência da violência contra a mulher, mesmo em contextos de visibilidade pública. Especialistas apontam que a responsabilização dos agressores e o fortalecimento das redes de proteção às vítimas são fundamentais para romper o ciclo do silêncio e da impunidade.
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