Caso Kleber Malaquias: Justiça condena os quatro réus pelo crime em Rio Largo
19/02/25
By:
Redação
Marcelo José de Souza, Fredson José dos Santos, Edinaldo e José Mário foram considerados culpados pelo assassinato ocorrido em 2020

Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, na madrugada desta quarta-feira (19), os quatro réus acusados do assassinato de Kleber Malaquias, crime ocorrido em 15 de julho de 2020, no município de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. Cabe recurso da decisão.
As penas aplicadas pelo júri popular variaram de acordo com o grau de participação de cada acusado no crime.
Marcelo José de Souza foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado. Já Fredson José dos Santos teve pena fixada em 30 anos de reclusão, também em regime fechado.
Edinaldo Estevão de Lima, por sua vez, teve a pena base fixada em 12 anos, mas, por ter tido uma participação considerada de menor importância no crime, teve a pena reduzida em um terço, ficando em oito anos de reclusão, a serem cumpridos em regime aberto.
Por fim, José Mário de Lima Silva foi condenado a oito anos, quatro meses e um dia de prisão, em regime semiaberto. No caso dele e de Edinaldo, a justificativa para a progressão do regime foi o tempo que ambos já estavam presos, o que resultou na retirada de três anos, sete meses e 29 dias de suas penas.
O julgamento começou na segunda-feira (17) e se estendeu até a madrugada desta quarta-feira. Durante as audiências, o MPAL, representado pelos promotores Lídia Malta Prata Lima e Thiago Riff, sustentou as qualificadoras do homicídio, reforçando a impossibilidade de defesa da vítima e a motivação por promessa de recompensa.
Foram ouvidas nove testemunhas, entre elas a mãe da vítima e o delegado Lucimério Campos, que atuou na investigação do caso antes de ser afastado. Também prestou depoimento o secretário executivo de Gestão Interna da Segurança Pública, delegado José Carlos André dos Santos.
Kleber Malaquias foi morto a tiros em 15 de julho de 2020, dia de seu aniversário, dentro de um bar na Mata do Rolo, em Rio Largo. O ativista era conhecido por fazer denúncias contra políticos e fornecer informações às autoridades. O MP-AL afirma que o crime teve motivação política e que a vítima foi executada sob encomenda.
O julgamento ocorre em Maceió devido à complexidade e à segurança do caso, já que os acusados incluem agentes e ex-agentes da segurança pública.
A sessão anterior, marcada para 2023, foi adiada após a descoberta de uma fraude processual envolvendo provas falsas, na qual um delegado e um agente da Polícia Civil, em conluio com os réus e uma testemunha, inseriram provas falsas no processo para atribuir o crime a um policial já falecido. O esquema foi revelado pelo MP-AL em parceria com a Polícia Federal.
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