Cinco arcebispos brasileiros recebem o pálio das mãos do Papa Leão XIV no Vaticano
30/06/25
By:
Redação
A tradição da imposição do pálio tem raízes no cristianismo primitivo. A primeira concessão registrada foi feita em 513

Na manhã deste domingo (29), durante a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, dois arcebispos catarinenses receberam o pálio das mãos do Papa Leão XIV. Dom Odelir José Magri, de Chapecó, e dom Francisco Carlos Bach, de Joinville, estavam entre os 54 prelados, nomeados no último ano, que participaram da cerimônia na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Juramento de fidelidade
Durante a celebração, os novos arcebispos metropolitanos prestaram juramento de fidelidade à Igreja de Roma e ao Santo Padre. “Serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, a ti, Sumo Pontífice, e a teus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente”, proclamaram diante do papa.
Além dos dois arcebispos de SC, outros três brasileiros também receberam o pálio: dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória (ES); dom Vítor Agnaldo de Menezes, arcebispo de Vitória da Conquista (BA); e dom Antônio Emídio Vilar, arcebispo de São José do Rio Preto (SP).
O pálio
O pálio é uma veste litúrgica utilizada pela Igreja Católica, composta por uma faixa de lã branca colocada sobre os ombros dos arcebispos. Seu significado remete à imagem do pastor que carrega a ovelha nos ombros, simbolizando o cuidado e a missão pastoral do bispo. Além disso, representa a autoridade dos arcebispos metropolitanos em comunhão com a Santa Sé.
A origem do pálio remonta ao manto usado por filósofos na Antiguidade e aparece em representações paleocristãs de Jesus e dos apóstolos. Posteriormente, a Igreja Católica passou a adotar seu uso com uma função semelhante à do omoforion, presente nas tradições litúrgicas orientais.
Inicialmente, o pálio consistia em uma faixa simples de tecido enrolada sobre os ombros, utilizada por todos os bispos, como ilustram representações de santos como Santo Ambrósio e São João Crisóstomo. O primeiro registro oficial de sua concessão ocorreu no ano 513, quando o Papa Simmaco o entregou a São Cesário de Arles.
A partir do século IX, o pálio adotou o formato atual em “Y” e passou a ser reservado exclusivamente aos arcebispos metropolitanos, como os arcebispos de SC. Em ocasiões especiais, em exemplo o Jubileu do ano 2000, o Papa João Paulo II fez uso de um modelo inspirado no antigo omoforion.

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