CPI da Braskem acontecerá, garante Renan Calheiros
03/11/23
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Redação
Ação investigará o que é considerado hoje como o maior desastres socioambiental urbano do mundo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, leu em Plenário na terça-feira (24) o requerimento que pede a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os danos ambientais causados em Maceió (AL) pela empresa petroquímica Braskem. Com a leitura, os partidos já poderiam indicar representantes e a CPI, em seguida, seria instalada. O requerimento foi apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).
O senador divulgou nesta quarta-feira (1), nas mídias socais que “a CPI da Braskem é um caminho sem volta”. Foi a maneira mais educada que ele encontrou para dissuadir quem ainda não acredita na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito. A CPI considerado, na atualidade, o maior desastre socioambiental urbano do mundo.
Quanto à falta de iniciativa das lideranças partidárias de indicarem os nomes dos parlamentares que deverão integrar a CPI, o senador disse que ainda há tempo, afinal a Comissão deve ser instalada na semana que vem. No entanto, se houve boicote, a questão poderá ser definida pelo presidente do Senado, conforme garante decisão judicial.
''Está na hora do acerto definitivo de contas com o Estado, os municípios e as vítimas da tragédia'', diz Joaldo Cavalcante, secretário de Comunicação de Alagoas, através do Facebook. O jornalista é autor do livro “Salgema – do erro à tragédia”, escrito durante a pandemia e lançado em 2020. A obra retrata a ''polêmica que se gerou, já no nascedouro, na década de 70, a instalação da planta da antiga fábrica Salgema – hoje Braskem, no local onde até hoje está instalada''.
''Agora, imagine o lucro que os investidores tiveram durante quase meio século, quando a mineração ocorria no coração da cidade e no quintal da planta industrial'', questiona Joaldo Cavalcante.
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