Entenda o que será feito com a onça que matou caseiro no Pantanal
30/04/25
By:
Redação
O animal foi capturado na madrugada da quinta-feira (24) por uma equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA)

A onça-pintada responsável por atacar e matar um caseiro de 60 anos em Aquidauana, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, foi capturada na madrugada desta quinta-feira (24) por uma equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA). O animal, um macho com aproximadamente 94 kg — peso abaixo do normal para a espécie — foi sedado e encaminhado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Campo Grande.
A vítima do ataque, Jorge Avalo, foi morta na segunda-feira (21), e parte de seu corpo foi devorada pelo felino. A onça foi localizada nas proximidades do local do ataque, o que reforçou a suspeita de que seria o mesmo animal envolvido na morte.
No Cras, o felino será submetido a uma série de exames clínicos e laboratoriais, com o objetivo de avaliar sua saúde geral, identificar possíveis doenças e, inclusive, confirmar a ligação direta com a morte do caseiro. Para isso, serão colhidas amostras biológicas que poderão conter material genético da vítima.
“Como é um caso muito atípico, a partir da avaliação clínica e de sanidade, vamos ver qual doença que ele tem, porque não é normal o animal desse porte estar tão magro, e assim podemos tentar relacionar ao caso”, explicou Gediendson Araújo, pesquisador especialista em animais de grande porte do projeto Reprodução para Conservação (Reprocon).
Segundo Araújo, o peso ideal de uma onça-pintada macho adulta seria em torno de 120 kg. A condição debilitada do animal pode ter influenciado no comportamento agressivo, resultando no ataque ao humano.
Paralelamente, a Polícia Civil também abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte de Jorge Avalo. Ainda não se sabe com precisão se ele foi morto diretamente pela onça ou se já estava morto quando foi parcialmente devorado.
“É um caso muito atípico, mas está muito relacionado à presença e aceitação de um animal silvestre à presença de humanos. O animal perdeu o medo de ver o homem como um predador, e acabou tendo essa situação com esse desfecho. Então a coisa é incomum de acontecer, são poucos os relatos, e é uma pena que teve uma perda humana”, completou Araújo.
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