Estudo aponta necessidade de rever limites do desastre provocado pela Braskem em Maceió
09/08/25
By:
Redação
O documento revelou, entre outros pontos, que movimentações no solo da capital já ocorriam desde 2004

A Defensoria Pública de Alagoas promoveu, nesta sexta-feira (8), em Maceió, uma audiência pública para apresentar um relatório técnico-científico inédito sobre a subsidência do solo nos bairros afetados pela mineração. O documento revelou, entre outros pontos, que movimentações no solo da capital já ocorriam desde 2004, contrariando diagnósticos oficiais e apontando inconsistências nos boletins emitidos pela Defesa Civil Municipal e pela Braskem.
Durante a audiência, foi exposto que o deslocamento horizontal no bairro do Flexal chega a 10 milímetros por ano — o dobro do limite previsto no mapa de criticidade vigente —, reforçando a gravidade e a continuidade do fenômeno na região. O estudo foi iniciado em fevereiro de 2025, por iniciativa do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria, que solicitou dados oficiais à Defesa Civil de Maceió para embasar a análise.
Produzido com critérios internacionais de precisão científica e independência metodológica, o relatório foi elaborado por especialistas do INPE, UFES, University of Leipzig, Leibniz University Hannover e GFZ, garantindo uma avaliação técnica de alto rigor.
A audiência contou com a participação de moradores, instituições públicas e privadas, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil. Segundo o defensor público Ricardo Melro, embora o evento fosse aberto a todos, o principal público-alvo do relatório são as vítimas do colapso ambiental.
“O relatório é independente e não veio para agradar nem a Braskem, nem ninguém”, afirmou.
Melro também informou que o documento será encaminhado ao prefeito JHC e ao coordenador-geral da Defesa Civil. Caso não haja uma resposta adequada, a Defensoria pretende recorrer ao Judiciário.
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