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Estudo de São Paulo investiga a presença de microplásticos em camarões no litoral

27/01/25

By:

Redação

Projeto apoiado pela Fapesp analisa tanto os riscos ecológicos dessa poluição quanto os possíveis impactos para a saúde humana

Estudo de campo conduzido no campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp) investiga o acúmulo de microplásticos em grandes crustáceos, especificamente nos camarões-de-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri).


Sendo assim, o objetivo é avaliar tanto os riscos ecológicos dessa poluição quanto os possíveis impactos para a saúde humana. Desse modo, considerando a ingestão desses animais pela população.


Apoiada pela Fapesp no âmbito do Programa Biota, a pesquisa está sendo realizada em duas regiões com características ambientais bastante contrastantes: a Baixada Santista, que abrange áreas industriais, portuárias e pesqueiras com grande impacto ambiental. E Cananéia, uma região de menor intervenção humana e mais preservada, no litoral sul de São Paulo.


Os dados preliminares são preocupantes: a presença de microplásticos foi observada no trato gastrointestinal de algo entre 80% e 90% dos camarões avaliados até o momento.


Embora a quantidade de partículas varie entre os locais, o fato de que a contaminação está presente em uma porcentagem tão alta dos animais levanta questões sobre as consequências a longo prazo para os consumidores e para o meio ambiente.


“A nossa proposta é comparar como camarões de ecossistemas tão diferentes respondem à exposição a microplásticos”, explica Daphine Herrera, pós-doutoranda do projeto e bolsista da Fapesp.


“Os camarões, por serem detritívoros [alimentam-se de detritos no fundo do mar], estão expostos a grandes quantidades de microplásticos presentes nos sedimentos marinhos. Esse hábito facilita a análise de bioacumulação de microplásticos em seu organismo, tornando-os modelos ideais para o estudo”, acrescenta.


‘Situação alarmante’


Os microplásticos são pequenas partículas com menos de 5 milímetros de tamanho. Eles são responsáveis por 92,4% dos detritos de plástico marinho. Assim como, estão presentes por todo o ambiente oceânico, da coluna de água às praias e até no oceano profundo.


Aliás, podem trazer graves consequências para a vida marinha e, por extensão, para os seres humanos que consomem frutos do mar.

Com base nessa preocupação, pesquisadores do Laboratório de Biologia de Camarões Marinhos e de Água Doce da Unesp procuram preencher uma lacuna de conhecimento: identificar os níveis de contaminação por microplásticos nos camarões-de-sete-barbas pescados no litoral paulista.


Dessa forma, o primeiro passo da pesquisa consiste em avaliar o nível de exposição no trato gastrointestinal dos camarões, onde os microplásticos podem ser detectados inicialmente.


Outro objetivo central do projeto é compreender se a contaminação por microplásticos afeta também a qualidade nutricional dos camarões. Portanto, o que pode ter implicações importantes para o consumo humano.


Essa análise corresponde à próxima fase do projeto, que buscará avaliar se os microplásticos detectados nos camarões estão se acumulando em outros tecidos além do trato gastrointestinal, como na musculatura, que é justamente a parte mais consumida pelos seres humanos.


“Estamos apenas começando a entender a extensão desse problema, mas os dados já mostram que a situação é alarmante”, diz Herrera. “Este estudo é um passo importante para compreender melhor os efeitos da poluição marinha no Brasil e as potenciais repercussões para a saúde pública, especialmente em um país onde o consumo de frutos do mar é tão expressivo.”


Abordagem


A pesquisa estuda os crustáceos decápodes, que incluem os camarões, siris, lagostas, lagostins e caranguejos, por exemplo. O projeto busca abordar diferentes aspectos, como ciclo de vida, padrões biogeográficos, reprodução, organização populacional, status taxonômico e processos evolutivos desses organismos.


Desse modo, o trabalho também inclui a análise da história evolutiva dessas espécies. Portanto, com foco em ecossistemas de importância para a sua preservação, como manguezais, estuários e bacias hidrográficas.


A integração entre as respostas geradas nesse estudo deve auxiliar na compreensão de aspectos de relevância ambiental e social, como conservação de espécies e de ecossistemas.


Além de tratar da qualidade de produtos que chegam ao consumidor.

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