EU busca ser o 'parceiro de escolha' para a América Latina e o Caribe em desvio da China e Rússia
18/07/23
By:
IA Redação
Com o objetivo de fortalecer essa parceria, a UE planeja investir 45 bilhões de euros na América Latina e no Caribe por meio do seu programa chamado "Global Gateway" (Porta de Entrada Global).

A União Europeia (UE) está empenhada em fortalecer suas relações com a América Latina e o Caribe, buscando ser o "parceiro de escolha" para essa região. Em meio às tensões com a Rússia e a crescente preocupação com a assertividade da China, a UE busca revitalizar seus laços internacionais e estabelecer uma parceria estratégica duradoura com a América Latina e o Caribe.
O Contexto Global
A pandemia de COVID-19, a guerra na Ucrânia e o crescente papel da China no cenário internacional são alguns dos desafios que têm impulsionado a UE a fortalecer seus laços com a América Latina e o Caribe. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou a importância dessas regiões trabalharem em conjunto para enfrentar esses desafios.
Parceiro de Escolha
A UE almeja se tornar o "parceiro de escolha" para a América Latina e o Caribe, reconhecendo que essas regiões são importantes em termos de investimentos e cooperação. Embora a UE seja o maior investidor estrangeiro na América Latina e no Caribe, a China se tornou o segundo maior parceiro comercial da região, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Com o objetivo de fortalecer essa parceria, a UE planeja investir 45 bilhões de euros na América Latina e no Caribe por meio do seu programa chamado "Global Gateway" (Porta de Entrada Global). Esse programa é amplamente considerado uma alternativa ao programa de investimentos em infraestrutura da China, conhecido como "Belt and Road" (Cinturão e Rota).
Revitalização das Relações
A cúpula entre a UE e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) marca o primeiro encontro em oito anos entre as duas regiões. A UE reconhece que a relação com a América Latina e o Caribe foi negligenciada nos últimos anos e busca revitalizá-la.
Desafios e Divergências
Apesar da busca por valores comuns, as discussões durante a cúpula revelaram diferenças em relação à abordagem da guerra na Ucrânia e ao papel histórico da Europa no comércio de escravos. Enquanto a UE busca uma condenação clara da Rússia, alguns países da CELAC votaram contra ou se abstiveram de uma resolução da ONU que exigia a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou preocupação com os recursos desviados para a guerra na Ucrânia, ressaltando que o conflito prejudica o enfrentamento das questões climáticas e sociais .
Além das questões políticas, a UE busca estabelecer novas parcerias energéticas após o rompimento dos laços com a Rússia. A UE também procura reduzir sua dependência da China e garantir o suprimento de minerais essenciais para veículos elétricos e a transição para uma economia de baixo carbono, uma cadeia de suprimentos dominada pela China.
Oportunidades Econômicas
Embora a América Latina e o Caribe estejam interessados nos investimentos da UE, os parceiros da CELAC buscam obter benefícios econômicos por meio do processamento e produção de baterias de lítio e veículos elétricos, em vez de apenas enviar minerais para serem processados em outros lugares.
A UE está avançando com um acordo comercial com o Chile, o maior produtor de cobre do mundo e o segundo maior produtor de lítio. Autoridades da UE afirmaram que o acordo poderá entrar em vigor no próximo ano. Além disso, a UE busca desbloquear acordos comerciais firmados com o México em 2018 e com o bloco do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) em 2019, embora as expectativas de avanços durante a cúpula sejam limitadas.
A UE está empenhada em estabelecer uma parceria estratégica com a América Latina e o Caribe, buscando ser o "parceiro de escolha" para essa região. Por meio de investimentos e cooperação, a UE pretende fortalecer seus laços políticos e econômicos, ao mesmo tempo em que busca reduzir sua dependência da China e estabelecer novas parcerias energéticas. A cúpula entre a UE e a CELAC representa uma oportunidade para revitalizar a relação entre as duas regiões e enfrentar juntos os desafios globais.
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