Falso testemunho na CPI do INSS leva à prisão de líder de entidade de pescadores
04/11/25
By:
Redação
Abraão Lincoln Ferreira, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca, foi detido em flagrante após apresentar declarações contraditórias durante depoimento em Brasília.

O depoimento do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS teve um desfecho inesperado nesta segunda-feira (3). Após uma série de declarações consideradas falsas pelos parlamentares, Ferreira foi preso em flagrante por falso testemunho. A ordem de prisão foi expedida após requerimento do relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que apontou diversas inconsistências no depoimento. Segundo Gaspar, o depoente mentiu sobre as circunstâncias de sua saída da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), alegando ter renunciado quando, na verdade, havia sido afastado por medida cautelar. Além disso, o relator destacou que Ferreira inicialmente negou, através do silêncio, conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', mas posteriormente admitiu a relação. Outras contradições sobre sua ligação com o tesoureiro da CBPA, Gabriel Negreiros, e sobre os amplos poderes concedidos em uma procuração a Adelino Rodrigues Junior também motivaram o pedido de prisão. Com a procuração, Adelino teria realizado transferências de valores significativos para a esposa de um ex-procurador do INSS e para outra pessoa física. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), acatou o pedido de prisão e declarou que a medida representa o fim de um 'ciclo de impunidade'. 'Encerramos um ciclo de impunidade e começamos o tempo da verdade, em nome dos aposentados, das viúvas, dos órfãos e da esperança que ainda vive no coração do Brasil', afirmou o senador. A CBPA, entidade presidida por Ferreira, é investigada por supostos descontos indevidos em benefícios previdenciários, que teriam gerado um faturamento milionário sob suspeita.
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