FPI: pedreiros recebiam apenas R$ 600 a cada mil paralelepípedos cortados no Sertão de Alagoas
30/08/25
By:
Redação
Os trabalhadores atuavam em jornadas exaustivas, sem equipamentos de proteção individual e sem registro formal de emprego

A Força-Tarefa de Proteção Integrada (FPI do São Francisco) identificou condições de trabalho degradantes em Estrela de Alagoas, no Sertão de Alagoas.
Segundo a fiscalização, pedreiros responsáveis pelo corte de paralelepípedos recebiam apenas R$ 600 a cada mil pedras produzidas, valor considerado irrisório diante da intensidade e dos riscos da atividade.
Os trabalhadores atuavam em jornadas exaustivas, sem equipamentos de proteção individual e sem registro formal de emprego. A FPI classificou a situação como exploração, já que a atividade exige grande esforço físico e expõe os pedreiros a sérios riscos de saúde e segurança.
A operação, que reúne Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, órgãos ambientais, Polícia Rodoviária Federal e outras instituições, também investiga a destinação e a comercialização das pedras, para apurar se empresas e prefeituras da região se beneficiam dessa prática irregular.
De acordo com os coordenadores da força-tarefa, as fiscalizações continuarão e medidas legais serão adotadas para garantir condições dignas de trabalho e responsabilizar os envolvidos.
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