Israel diz que 120 caminhões de ajuda entraram em Gaza
28/07/25
By:
Redação
Autoridades de Gaza estimam em quase 150 o número de mortos por desnutrição

As autoridades israelenses anunciaram nesta segunda-feira a distribuição de alimentos de mais de 120 caminhões de ajuda que conseguiram entrar na Faixa de Gaza no primeiro dia de “pausas humanitárias” do Exército israelense, que também retomou o polêmico lançamento aéreo de ajuda à população palestina.
O coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat), a autoridade militar israelense encarregada dos territórios palestinos, disse em um comunicado que esses caminhões de alimentos já estão em áreas do enclave palestino, onde a ajuda está sendo distribuída por agências da ONU.
Esclareceu que outros 180 caminhões entraram no enclave palestino e aguardam a entrega de suas cargas, segundo o texto, divulgado pelas redes sociais. A medida segue uma onda de críticas internacionais sobre a catastrófica situação humanitária em Gaza. As autoridades do enclave elevaram para mais de 120 o número de palestinos que morreram de fome ou desnutrição desde o início da ofensiva desencadeada pelo Exército israelense após os ataques de 7 de outubro de 2023, apesar de o governo israelense negar que esteja usando a fome como “arma de guerra”.
No entanto, Israel anunciou no domingo uma “pausa tática” nas “operações militares” em várias áreas de Gaza e disse que abriria “rotas seguras” para a distribuição de ajuda. O governo israelense pediu às agências humanitárias que ajudem na separação e entrega de alimentos: “uma maior consistência na realização desse trabalho facilita o acesso da assistência aos mais necessitados em Gaza”.
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que 14 palestinos morreram nas últimas 24 horas por desnutrição, elevando o número de mortos por fome para 147 desde o início da ofensiva do Exército israelense após os ataques de 7 de outubro de 2023.
Pelo menos, 88 crianças estão entre as que morreram nos hospitais de Gaza devido à falta de alimentos. Ao mesmo tempo, fontes médicas citadas pela agência de notícias WAFA relataram a morte na segunda-feira de um bebê, Mohamed Ibrahim Adas, por desnutrição no Hospital Al Shifa.
No domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de “mentira descarada” o fato de seu governo estar sendo acusado de “implementar uma campanha de fome na Faixa de Gaza”. “Não há política de fome em Gaza, e não há fome em Gaza”, disse ele.
O Exército israelense anunciou no fim de semana o início de “pausas humanitárias” de dez horas e “rotas seguras permanentes” para facilitar a entrega de ajuda humanitária no enclave. Além disso, o polêmico lançamento aéreo de ajuda à população palestina foi retomado.
A medida segue uma onda de críticas internacionais sobre a situação humanitária catastrófica em Gaza, onde mais de 59.800 pessoas já morreram como resultado da ofensiva no enclave. Entre as vítimas estão pelo menos 1.132 pessoas que foram mortas nas últimas sete semanas durante as operações da Gaza Humanitarian Foundation (GHF), apoiada pelos EUA e por Israel.
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