Jovem que recebeu 61 socos de namorado em elevador mostra o rosto após cirurgia
09/08/25
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Ela foi brutalmente agredida com 61 socos pelo ex-namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos

Uma semana após passar pela primeira cirurgia de reconstrução facial, Juliana Garcia dos Santos Soares, de 35 anos, compartilhou nesta sexta-feira (8) uma imagem do seu rosto marcado pelas cicatrizes da violência que sofreu.
Ela foi brutalmente agredida com 61 socos pelo ex-namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos. A tentativa de feminicídio aconteceu no dia 27 de julho, dentro do elevador do prédio onde Juliana mora, na Zona Sul de Natal. Toda a agressão foi registrada por uma câmera de segurança e viralizou nas redes sociais.
Recuperação marcada por dor e resistência
Na foto publicada por Juliana, ainda é possível ver hematomas, olhos muito vermelhos e cicatrizes recentes do procedimento cirúrgico. Além da operação, ela contou que passou por laserterapia nos últimos dias para ajudar na redução do inchaço e inflamação.
Apesar do trauma físico dos 61 socos e emocional, a família diz estar grata por ela estar viva. A tia de Juliana, Jaqueline Garcia, declarou à revista Marie Claire: “Estamos felizes porque a Ju está viva. Tenho fé em Deus que ela vai sair dessa muito mais forte do que já é — mesmo com as cicatrizes, não somente físicas, mas no coração. A cicatriz da alma vai ficar pra sempre, infelizmente”, afirmou.
Crime e prisão do agressor
O agressor, Igor Cabral, é ex-atleta da seleção brasileira de basquete 3×3. Segundo as investigações, ele desferiu os 61 socos seguidos dentro do elevador. O porteiro do prédio viu as imagens em tempo real, pediu ajuda a moradores e conseguiu conter o agressor até a chegada da Polícia Militar.
Igor foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Durante a audiência de custódia, a juíza afirmou que não teve estômago para assistir ao vídeo dos 61 socos.
Ele responderá por tentativa de feminicídio, crime previsto no Artigo 121-A do Código Penal desde 2015, com pena que varia de 20 a 40 anos. No caso de tentativa, a pena pode ser reduzida, mas ainda não se sabe qual será o desfecho. Segundo a delegada Victoria Lisboa, responsável pela investigação, a gravidade do crime pode pesar contra o réu, embora ele seja primário.
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