Líder da extrema-direita romena vence 1º turno da eleição presidencial
05/05/25
By:
Reuters
George Simion, da Aliança para a União dos Romenos (AUR) obteve 41% dos votos e vai ao segundo turno contra prefeito de Bucareste, Nicusor Dan

George Simion, da Aliança para a União dos Romenos (AUR) obteve 41% dos votos e vai ao segundo turno contra prefeito de Bucareste, Nicusor Dan.
Com 41% dos votos, o líder da extrema-direita na Romênia, George Simion, da Aliança para a União dos Romenos (AUR), venceu o primeiro turno das eleições presidenciais ocorridas neste domingo (04/05) no país.
Ele irá disputar o segundo turno, em 18 de maio, com o candidato independente e prefeito de Bucareste, Nicusor Dan, que obteve 21% dos votos.
“Essa não é apenas uma vitória eleitoral, é uma vitória da dignidade romena. É a vitória daqueles que não perderam a esperança, daqueles que ainda acreditam na Romênia, um país livre, respeitado e soberano”, afirmou Simion.
Ele venceu em 36 dos 47 distritos eleitorais do país e conquistou o voto de 61% dos romenos que vivem fora do país, sobretudo nos países nórdicos, bem como na Rússia, Ucrânia e Belaris.
Simion x Dan
Aos 38 anos, Simion é um crítico ao apoio militar da Romênia à Ucrânia e um opositor estridente da agenda da União Europeia (UE). É também um aguerrido admirador de Donald Trump e ao longo de sua campanha prometeu que será o “presidente MAGA” da Romênia.
“Somos um partido Trumpista que governará a Romênia e fará da Romênia um parceiro forte na Otan e um forte aliado dos Estados Unidos”, afirmou pouco antes do fechamento das urnas.
Seu principal adversário, o prefeito de Bucareste, Nicusor Dan, fez uma campanha em cima da promessa do combate à corrupção. Ele é um apoiador da agenda da União Europeia e ultrapassou o candidato apoiado por três partidos de coalizão do atual governo, o ex-senador Crin Antonescu, que ficou em terceiro lugar.
“Haverá um segundo turno difícil com o candidato isolacionista. Não será um debate entre indivíduos, será um debate entre uma direção pró-ocidental para a Romênia e uma direção antiocidental para a Romênia”, disse Dan.
“É nossa tarefa convencer os romenos de que a Romênia precisa da direção pró-ocidental e é nisso que nossa campanha se concentrará nessas duas semanas”, complementou.
Analistas ouvidos pela Reuters apontam um receio de que a vitória de Simion isole o país, corroa o investimento privado e desestabilize o flanco oriental da OTAN. E de que ele fortaleça as críticas ao bloco, ao lado dos primeiros-ministros húngaro e eslovaco.
Segundo giro
Foi a segunda vez, em menos de cinco meses, que os romenos foram às urnas para escolher o presidente do país.
As eleições de primeiro turno, ocorridas em 24 de novembro, foram canceladas dois dias antes do segundo turno, em 6 de dezembro.
Calin Georgescu foi acusado pelo Tribunal Constitucional do país de utilizar fundos não declarados e de ter recebido apoio da Rússia em ações nas redes sociais. Na época, o governo de Moscou negou a participação.
Georgescu, candidato de direita independente e conhecido pela postura cética em relação à OTAN, foi impedido de concorrer nas eleições deste domingo.
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