Lula reage à pressão do Congresso e diz que governa para quem mais precisa
13/06/25
By:
Redação
As declarações ocorrem em meio à reação do Congresso à Medida Provisória que altera a tributação sobre aplicações financeiras

Durante agenda em Minas Gerais nesta quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu compromisso é com a população trabalhadora e mais vulnerável, e não com os setores mais ricos do país. A declaração surge no contexto da crescente disputa entre o governo federal e a maioria conservadora do Congresso em torno da política fiscal e da distribuição do orçamento público.
“Eu não fui eleito para beneficiar os ricos”, disse o presidente, ao reforçar que sua gestão tem uma orientação clara: proteger os interesses dos que mais precisam. “Tenho obrigação política, ética e moral de cuidar do povo pobre, do trabalhador e da classe média”, completou, em recado direto aos críticos da atual política social do governo.
As declarações ocorrem em meio à reação do Congresso à Medida Provisória que altera a tributação sobre aplicações financeiras, revê isenções e aumenta a taxação sobre apostas eletrônicas. As mudanças visam compensar perdas de arrecadação com a reformulação do IOF e corrigir distorções que favorecem grandes bancos, investidores e setores já beneficiados por incentivos fiscais.
A resposta do Legislativo, no entanto, tem sido de enfrentamento. Lideranças parlamentares articulam a derrubada do decreto presidencial sobre o IOF e alegam que o governo deveria focar no corte de despesas, não em mudanças na arrecadação.
Lula rebateu: “Quando o dinheiro vai para banqueiro, chamam de investimento. Quando é para o povo pobre, chamam de gasto. Por que essa diferença?”. O presidente também ironizou o incômodo de parte do empresariado com programas sociais: “Dizem que gastamos demais com Bolsa Família, com benefício previdenciário, com o Pé-de-Meia… mas não reclamam dos bilhões que seguem isentos no topo da pirâmide”.
Sem mencionar diretamente a disputa sobre a reeleição, Lula indicou que não pretende se afastar do debate político em 2026. Em tom de enfrentamento, disse que não permitirá que o país volte a ser governado pela extrema-direita, e sugeriu que está pronto para o embate: “Esse país não pode retroceder. Estamos aqui para impedir isso”.
O embate sobre o orçamento revela um cenário em que o Executivo tenta realinhar a política fiscal com justiça social, enquanto o Congresso, pressionado por interesses econômicos, insiste em preservar isenções e cortar direitos. A disputa está apenas começando — e o povo, mais uma vez, pode acabar ficando fora da equação se a lógica do topo continuar prevalecendo.
Fonte: 082 Notícias
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