Mauro Cid pede desligamento do Exército após julgamento no STF
03/09/25
By:
Redação
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro alega falta de condições psicológicas para continuar na ativa

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decidiu deixar o Exército. A decisão foi tomada em conjunto com seus familiares e advogados, após o avanço das investigações e o andamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
De acordo com pessoas próximas, Cid justificou que “não tinha mais o que fazer no Exército” e que sua “carreira já estava acabada”. A informação foi confirmada por um de seus advogados durante o julgamento da ação penal que tramita no STF.
O advogado Jair Alves Pereira, que defende Mauro Cid, afirmou que seu cliente decidiu sair da carreira militar por não ter mais condições psicológicas de continuar. Ele também destacou que a colaboração premiada firmada por Cid foi fundamental para a instrução do processo e pediu que, caso haja condenação, seja considerada uma pena diferenciada.
Cid ficou preso por quatro meses e foi solto em setembro de 2023, após firmar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Como consequência da prisão, também perdeu a oportunidade de ser promovido a coronel, cargo que estaria previsto em sua trajetória na carreira militar.
O processo no STF envolve outros investigados ligados ao chamado “núcleo do golpe”, acusado de articular uma ruptura institucional após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
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