MEC fará recomposição R$ 400 milhões para Universidades
28/05/25
By:
Redação
Anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante uma reunião com reitores no Palácio do Planalto

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou em reunião com reitores no Palácio do Planalto, em Brasília, que o governo federal fará a recomposição de R$ 400 milhões no orçamento de 2025 das universidades e institutos federais de ensino. Além disso, R$ 300 milhões que estavam retidos por decreto serão liberados.
Segundo o ministro, o orçamento dessas instituições sofreu um corte de R$ 340 milhões ao passar pelo Congresso Nacional, em relação ao que foi encaminhado pelo governo. Porém, agora o Ministério da Educação (MEC) fará a recomposição, mais um acréscimo de R$ 60 milhões.
Além disso, segundo Santana, o congelamento de R$ 31,3 bilhões de gastos não obrigatórios do Orçamento de 2025, anunciado na semana passada, não afetará as instituições federais de ensino.
Orçamento 2025
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2025 apenas no fim de março. Em caso de atraso, a lei prevê limite de gastos discricionários (não obrigatórios) de 1/12 por mês, dos valores inicialmente previstos no projeto do Orçamento.
Entretanto, um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que cada órgão federal pudesse empenhar, até maio, apenas 1/18 dos gastos discricionários a cada mês. Com isso, R$ 300 milhões das universidades e institutos federais ficaram retidos. Valores que, segundo Santana, serão liberados nos próximos dois dias.
Ações do governo
O ministro falou sobre as diversas ações do governo federal para as universidades e institutos federais, como expansão de unidades, reajuste de bolsas e aumento salarial de professores e técnicos.
Segundo ele, o orçamento geral cresceu nos últimos anos, entretanto, a grande reclamação dos reitores é com o orçamento discricionário, que paga o custeio das instituições.
Sustentabilidade
Outro compromisso feito por Camilo Santana aos reitores é a construção de um projeto de lei para garantir sustentabilidade orçamentária ao ensino superior, da mesma forma que a educação básica, que tem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Também será aberto um grupo de trabalho para dar mais eficiência às instituições federais.
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