Ministro da Fazenda está otimista com corte de juros e mira 12% até o final do ano
26/07/23
By:
IA Redação
Fernando Haddad destaca amplo espaço para afrouxamento monetário e discute esforços de restauração do equilíbrio fiscal e possível candidatura à reeleição do presidente Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo nesta quarta-feira de que a taxa básica de juros do país cairá para "pelo menos" 12% até o final do ano, sinalizando espaço para afrouxamento monetário.
O banco central manteve a taxa básica de juros em uma alta do ciclo de 13,75% desde setembro de 2022. No entanto, os formuladores de políticas devem considerar um corte "parcimonioso" na taxa na próxima reunião da próxima semana.
Em entrevista ao Metrópoles, Haddad destacou que manter as taxas no patamar atual pode surpreender os mercados globais e atrapalhar os esforços do Ministério da Fazenda para restabelecer o equilíbrio fiscal. Sem especificar o corte inicial, ele reconheceu que 70% do mercado precifica uma redução de 50 pontos-base.
Haddad também destacou a importância de atualizar a legislação sobre fundos fechados para aumentar a receita do projeto de lei orçamentária de 2024, que deve ser apresentado aos parlamentares até agosto.
Em relação ao déficit orçamentário, o governo trabalha com a expectativa de um déficit primário em 2023 em torno de 1% do produto interno bruto (PIB), visando zerá-lo no próximo ano.
Sobre a possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad expressou claro apoio, mas enfatizou que a decisão final é do próprio Lula. O governo planeja lançar um candidato nas eleições presidenciais de 2026 que representará a visão liderada pelo presidente, seja Lula ou outra pessoa.
Os laços estreitos de Haddad com Lula foram fortalecidos durante a campanha presidencial de 2018, quando ele se candidatou pelo Partido dos Trabalhadores (PT) depois que Lula foi impedido de concorrer devido a condenações por corrupção, que posteriormente foram anuladas.
O que isso significa para a economia?
O otimismo de Haddad em relação à queda da Selic é uma boa notícia para a economia. Uma taxa de juros mais baixa ajudará a estimular o crescimento, tornando o crédito mais acessível para empresas e consumidores. Isso, por sua vez, deve levar a um aumento nos investimentos, no emprego e na renda.
No entanto, é importante notar que a Selic ainda está em um nível alto, o que significa que ainda haverá algum custo para o crédito. Isso pode dificultar a recuperação da economia, especialmente para as famílias mais pobres.
No geral, o otimismo de Haddad é uma boa notícia para a economia. No entanto, é importante lembrar que a recuperação ainda será gradual e que ainda haverá alguns desafios a serem superados.
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