Mudanças: Azul encerra operações em 14 cidades
12/08/25
By:
Redação
Companhia aérea corta 53 rotas de menor rentabilidade em processo de recuperação judicial nos EUA

A Azul Linhas Aéreas anunciou o encerramento de suas atividades em 14 cidades brasileiras, entre elas Três Lagoas (MS), e a suspensão de 53 rotas de menor rentabilidade. As mudanças fazem parte de um amplo processo de reestruturação, impulsionado pela recuperação judicial que a empresa enfrenta nos Estados Unidos sob o Chapter 11. O objetivo, segundo a companhia, é adequar a malha aérea à atual conjuntura econômica e concentrar operações em aeroportos considerados estratégicos.
O encerramento das operações nessas cidades havia sido anunciado em fevereiro, com a suspensão efetiva ocorrendo em março. Já o corte de rotas vem sendo aplicado de forma gradual desde julho, como parte da estratégia de otimização.
As cidades afetadas pelo encerramento são:
Ceará: Crateús, Iguatú, São Benedito, Sobral
Goiás: Rio Verde
Maranhão: Barreirinha
Mato Grosso do Sul: Três Lagoas
Paraná: Ponta Grossa
Piauí: Parnaíba, São Raimundo Nonato
Rio de Janeiro: Campos
Rio Grande do Norte: Mossoró
Santa Catarina: Correia Pinto, Jaguaruna
Motivos e contexto
Em nota enviada ao Estadão, a Azul afirmou que a revisão da malha aérea é uma prática rotineira para equilibrar oferta e demanda, levando em conta fatores como alta nos custos operacionais, crise na cadeia global de suprimentos, valorização do dólar, questões de frota e o próprio processo de reestruturação. A companhia também ressaltou que, paralelamente aos cortes, novos voos estão sendo implementados para a alta temporada.
A empresa destacou ainda que todos os clientes impactados receberam assistência conforme as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), seguindo a resolução 400.
Recuperação judicial nos EUA
A Azul deu início ao processo de recuperação judicial em maio de 2025, com expectativa de conclusão entre dezembro deste ano e fevereiro de 2026. O plano prevê eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas, captar US$ 1,6 bilhão em financiamento e atrair até US$ 950 milhões em novos investimentos após a conclusão do Chapter 11.
A divulgação das informações atendeu a exigências contratuais e acordos de confidencialidade dentro do processo judicial.
Outras companhias aéreas já passaram por situações semelhantes, como Latam e Gol no Brasil, além de empresas internacionais como Delta e American Airlines.
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