Mudanças na Liderança do Cidadania: Roberto Freire Deixa a Presidência Após 30 Anos
10/09/23
By:
Redação
Plínio Comte Bittencourt Assume o Comando do Partido em Meio a Decisões Políticas Cruciais

Neste sábado (9), a alta cúpula do Cidadania tomou uma decisão significativa, aprovando o afastamento de Roberto Freire da presidência do partido. Segundo informações apuradas por Itatiaia, um total de 67 votos manifestaram a favor pela sua saída do comando da legenda, enquanto outras 29 pessoas obtiveram apoio à continuidade de Freire.
Roberto Freire ocupou o cargo de presidente do Cidadania há impressionantes 30 anos. Anteriormente conhecido como Partido Popular Socialista (PPS), o partido passou por uma transformação de nome em 2019.
Com o afastamento de Freire, Plínio Comte Bittencourt, uma figura destacada do Cidadania no Rio de Janeiro, está prestes a assumir a presidência do partido. Ele já havia ocupado a carga do deputado estadual. Além disso, a decisão relativa a Freire também resultará na saída do ex-deputado federal Daniel Coelho (PE) da vice-presidência do partido.
A crise dentro do Cidadania tem como pano de fundo a decisão do diretório nacional do partido de declarar apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dentro do partido, há deputados de orientação mais à direita que defendem a independência em relação ao governo federal.
Em um comunicado enviado à imprensa mais cedo, Freire fez questão de esclarecer que a questão não se trata de apoiar ou não o governo Lula, mas sim de aderir de forma "acrítica a valores que não seriam os da sigla em nome de verbas e cargas ".
É importante notar que Roberto Freire tem raízes políticas no comunismo. Em 1989, ele lançou sua candidatura à Presidência da República pelo PCB. Posteriormente, nos anos 1990, o antigo PPS surgiu como uma dissidência do PCB. Ao longo do tempo, o partido caminhou em direção ao centro do espectro político.
Nos bastidores da reunião inicial, um membro do grupo político de Freire apresentou à Executiva do Cidadania uma carta na qual o fundador do partido solicitou uma licença do cargo de presidente. Esse documento gerou um acalorado debate sobre as implicações do afastamento, com dúvidas surgindo sobre se sua saída do comando da agremiação seria definitiva ou temporária.
Duas propostas foram apresentadas nesse momento crucial. A maioria das lideranças optou pelo afastamento definitivo de Freire, juntamente com a realização imediata de uma eleição para escolher um novo líder até o término do mandato do presidente anterior. Nesse contexto, a escolha recai sobre o Conde Bittencourt.
Durante as conversas, houve também quem defendesse a permanência de Roberto Freire como presidente licenciado, desde que outro membro do Cidadania assumisse responsabilidades inerentes à carga. No entanto, essa ideia acabou sendo rejeitada.
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