ONU condena ataques terroristas na Colômbia
22/08/25
By:
Redação
Os ataques deixaram pelo menos 18 mortos — entre civis e militares — e mais de 70 feridos

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os atentados registrados na Colômbia na última quinta-feira (21), pedindo o “fim da violência” e cobrando justiça para as vítimas. Os ataques, classificados como “terroristas” pelo governo colombiano, deixaram pelo menos 18 mortos — entre civis e militares — e mais de 70 feridos.
Em Cali, no Valle del Cauca, um caminhão-bomba explodiu próximo a uma escola de aviação militar, matando seis pessoas e ferindo dezenas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram veículos em chamas, casas destruídas e pânico entre os moradores. Um dos suspeitos foi preso. Horas antes, em Amalfi, na Antioquia, um helicóptero da polícia foi derrubado por um drone enquanto sobrevoava uma plantação de coca. Doze agentes morreram e outros sete ficaram feridos.
Inicialmente, o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, responsabilizou o Clã do Golfo, maior cartel de drogas do país. Mais tarde, informou que a ação teria sido realizada por dissidentes do Estado-Maior Central (EMC), facção que se separou das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Em nota, a ONU afirmou: “Condenamos firmemente esses atos de violência. Nossa solidariedade às vítimas e suas famílias”, reforçando a necessidade de proteger os civis e punir os culpados.
No X (antigo Twitter), o presidente Gustavo Petro anunciou que solicitará que “todas as facções da Junta do Narcotráfico sejam reconhecidas como terroristas e processadas em qualquer parte do mundo”. Ele citou entre elas os dissidentes liderados por Iván Mordisco, o Clã do Golfo e a Segunda Marquetalia.
Grande parte das organizações armadas que atuam no país ainda hoje é financiada pelo narcotráfico. Apesar do acordo de paz firmado entre o governo colombiano e as Farc em 2016, algumas facções rejeitaram o tratado e seguem em atividade.
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