Pai do deputado Breno Albuquerque é condenado por homofobia
11/09/25
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A decisão foi proferida pela 14ª Vara Criminal da Capital, em Maceió

A família Albuquerque volta a ocupar as manchetes e desta vez o protagonista é o pai do deputado estadual Breno Albuquerque (PL). O empresário Edwilson Fábio de Melo Barros, conhecido nos bastidores políticos como “Dudu Albuquerque”, foi condenado pela Justiça de Alagoas em um processo explosivo que expõe uma rede de ofensas, homofobia, calúnias e até ameaças de morte contra um idoso de 63 anos.
A decisão foi proferida pela 14ª Vara Criminal da Capital, em Maceió, no processo nº 0723663-63.2024.8.02.0001, após meses de intensa batalha judicial entre Dudu e a vítima, Marcos Antônio dos Santos, que levou o caso à Justiça após receber uma enxurrada de insultos e intimidações.
O QUE DIZ A SENTENÇA
De acordo com a decisão assinada pelo juiz Caio Nunes de Barros, Dudu Albuquerque foi responsabilizado criminalmente por:
Calúnia (art. 138 do Código Penal) → ao acusar Marcos de crimes como furto de energia elétrica, corrupção passiva, tráfico de influência e até homicídio;
Injúria simples (art. 140 do Código Penal) → ao proferir uma série de insultos de baixo calão;
Injúria qualificada por homofobia (art. 2º-A da Lei nº 7.716/89) → ao atacar a vítima com expressões homofóbicas reiteradas;
Ameaça (art. 147 do Código Penal) → ao intimidar a vítima com falas de violência física e até de execução.
Ele foi absolvido apenas do crime de difamação e do pedido de condenação por desobediência.
AS OFENSAS E AMEAÇAS
Nos autos, foram anexados áudios de WhatsApp e vídeos publicados no Instagram, em que Dudu dispara uma verdadeira rajada de agressões.
Em um dos áudios, ele diz: “Eu vou lhe monitorar. Na hora que você tiver com quatro homens, eu entro com oito. Agora eu vou lhe pegar, só Jesus Cristo empata. Eu tô pronto, preparado e querendo. Vou dar dois balões na sua cara, seu filho de uma p*ta.”
Em outro, o ataque toma contornos homofóbicos:
“Viado sem vergonha, viado safado. O problema não é ser viado, é ser viado e traíra. Sua mulher deve saber que você é viado, porque não é possível. Assuma sua identidade, saia do armário, viadinho safado.”
E ainda completa com ameaça explícita:
“É porque você nunca levou uma lapada de pistola. 45 na sua cara. Eu vou botar no seu c*, sem cuspe. Se eu souber que você está armando, eu mato você, sua mulher e seus filhos.”
AGRAVANTES PESARAM NA CONDENAÇÃO
O juiz destacou duas agravantes determinantes:
A vítima, Marcos Antônio, é idoso (63 anos);
Os ataques foram feitos em redes sociais, o que triplica a pena, conforme o artigo 141, §2º do Código Penal.
Além disso, o magistrado ressaltou que Dudu confessou em juízo a autoria dos áudios e vídeos, o que colaborou para a materialidade das provas — mas essa confissão apenas atenuou parcialmente a pena.
INDENIZAÇÃO E PUNIÇÃO
A Justiça também fixou uma indenização por danos morais em favor da vítima no valor de R$ 10 mil.
Sobre a pena criminal, o juiz reconheceu a prática de vários crimes em concurso material, o que significa que as punições se somam. As sanções incluem detenção e multa, podendo ainda haver substituição por penas restritivas de direitos.
IMPACTO POLÍTICO
A condenação de Dudu Albuquerque ocorre em meio a uma série de polêmicas envolvendo seu filho, o deputado estadual Breno Albuquerque, que já enfrenta questionamentos sobre sua conduta política e pessoal.
O episódio reacende o debate sobre a tradição de escândalos na família Albuquerque e lança dúvidas sobre o futuro político do clã, justamente às vésperas do calendário eleitoral de 2026.
Nos bastidores da Assembleia Legislativa, o clima é de tensão. Parlamentares avaliam que o caso pode gerar desgaste irreversível para Breno, que herda não apenas o sobrenome, mas agora também a sombra da condenação criminal do pai.
Fonte: De Olho Alagoas
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