Quebra de Xangô: 113 anos do maior episódio de intolerância religiosa de Alagoas
03/02/25
By:
Redação
Em 2 de fevereiro de 1912, terreiros de Maceió foram invadidos e destruídos; adeptos de religiões afro também foram perseguidos

Na madrugada de 2 de fevereiro de 1912, Alagoas foi palco do maior ato de intolerância religiosa já registrado em seu território.
Naquela noite, vários terreiros de Candomblé foram invadidos e destruídos em Maceió, fruto da violência contra as religiões de matriz africana, que vinha sendo fomentada havia tempo, impulsionada pela desinformação e pela associação equivocada com bruxaria. O momento tenebroso ficou conhecido como Quebra de Xangô.
Registros de agressões, prisões e invasões da polícia nos terreiros eram comuns, provocando a humilhação e a intolerância religiosa contra o Candomblé no estado alagoano.
Ações de combate
O Governo de Alagoas tem desenvolvido iniciativas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira, ao combate à discriminação religiosa, à conscientização e à preservação da história do Candomblé.
Não há espaço para intolerância e discriminação. Existem leis, políticas públicas, projetos de conscientização e punição para aqueles que praticam intolerância religiosa. A Delegacia Tia Marcelina foi construída e se tornou referência no acolhimento e investigação desses casos.
“(…) O Governo de Alagoas investe em ações para combater toda forma de intolerância religiosa, com atenção especial às religiões de matrizes africanas, historicamente alvo de perseguições”, destaca o governador Paulo Dantas.
Em 2012, o Governo de Alagoas fez um pedido oficial de perdão pelo Quebra de Xangô. Desde então, ações de combate à intolerância religiosa vêm sendo enraizadas e desenvolvidas.
Últimas Notícias





