R$ 25 milhões por uma cadeira: os bastidores milionários da Assembleia Legislativa
08/09/25
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Enquanto o teto oficial de campanha gira em torno de R$ 3 milhões, candidatos recorrem a esquemas milionários para garantir votos, perpetuando uma política de interesses privados e corrupção

No estado, conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa não é apenas questão de votos ou popularidade. Nos bastidores, o custo real de uma campanha pode chegar a impressionantes R$ 25 milhões, segundo fontes políticas e análises de campanhas recentes.
O valor, muito superior ao teto oficial de gastos de cerca de R$ 3 milhões, não aparece nas prestações de contas. Trata-se de uma “economia paralela” que envolve desde pagamentos a cabos eleitorais até acordos políticos com prefeitos e vereadores.
Entre os principais gastos ocultos de uma campanha milionária estão:
Cabos eleitorais e lideranças locais: pagamento de estruturas para mobilização de votos em bairros, cidades do interior e zonas rurais.
Apoio de prefeitos e vereadores: negociações que envolvem verbas futuras, cargos e obras em troca de votos.
Logística e eventos: transporte de eleitores, caminhões de som, carreatas e comícios.
Assistencialismo camuflado: distribuição de cestas básicas, medicamentos e favores que não aparecem oficialmente.
Marketing digital e tradicional: vídeos, impulsionamento de redes sociais, panfletos, banners e produção audiovisual de alto padrão.
Blindagem jurídica e contábil: contratação de advogados especializados para proteger a campanha e contadores para dar “legitimidade” aos gastos.
Quando uma campanha consome dezenas de milhões, o mandato deixa de ser um serviço público e passa a ser um investimento a ser recuperado. Isso abre portas para supostos esquemas como:
Loteamento de cargos e secretarias;
Superfaturamento de contratos públicos;
Controle de emendas parlamentares para favorecer aliados;
Rachadinhas e “mensalões” regionais.
No final, o eleitor se torna moeda de troca. O resultado é uma democracia de fachada, onde o voto popular vale menos que o poder do dinheiro, e o mandato deixa de representar o cidadão para se tornar uma peça em um negócio milionário.
Fonte: Controle Social 82
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