Rússia e Ucrânia finalizam maior troca de prisioneiros
26/05/25
By:
Redação
Poucas horas antes da última etapa da troca, a capital ucraniana e outras regiões foram atingidas por um ataque russo de larga escala

A Rússia e a Ucrânia encerraram a maior troca de prisioneiros desde o início da guerra. Neste domingo, 303 combatentes de cada lado foram repatriados. O intercâmbio, dividido em três etapas, devolveu ao todo mil detidos por país. A operação foi realizada mesmo sob pesados bombardeios russos em território ucraniano.
A troca foi fruto de um acordo firmado em Istambul no último dia 16, durante o primeiro encontro presencial entre representantes dos dois países desde a invasão russa em fevereiro de 2022.
Apesar do gesto, as conversas não avançaram para um cessar-fogo, e a Rússia manteve os ataques aéreos.
Poucas horas antes da última etapa da troca, a capital ucraniana e outras regiões foram atingidas por um ataque russo de larga escala, que matou ao menos 12 pessoas e feriu dezenas.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, foi o maior ataque isolado desde o início do conflito: 367 projéteis — 69 mísseis e 298 drones, incluindo modelos iranianos Shahed — foram lançados contra o país. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o retorno dos prisioneiros e agradeceu à equipe que coordenou a operação.
"Vamos trazer de volta cada um dos nossos que estiver em cativeiro russo”, escreveu.
Entre os libertados estão militares das Forças Armadas, da Guarda Nacional, do Serviço de Fronteiras e do Serviço Estatal de Transporte Especial, incluindo 70 combatentes que participaram da defesa de Mariupol em 2022.
Imagens divulgadas por Zelensky nas redes sociais mostraram soldados com as cabeças raspadas sendo recebidos com bandeiras por familiares. A Rússia também confirmou a conclusão da operação e afirmou que seus soldados estão sendo tratados na Belarus antes de retornarem ao país para reabilitação médica.
“Silêncio dos EUA apenas encoraja Putin”
Zelensky voltou a cobrar mais sanções contra Moscou.
“Sem uma pressão realmente forte sobre a liderança russa, essa brutalidade não pode ser detida”, declarou. Ele afirmou que os alvos atingidos incluíram mais de 30 cidades e vilarejos em diversas regiões do país.
O presidente ucraniano também criticou o que chamou de “silêncio” dos Estados Unidos e da comunidade internacional diante da intensificação dos ataques russos contra seu país. Segundo ele, a falta de reação firme tem encorajado o ditador russo, Vladimir Putin, a prolongar o conflito e ampliar a ofensiva.
“A Rússia está prolongando esta guerra e continua matando todos os dias. O mundo pode tirar uma folga no fim de semana, mas a guerra continua, seja fim de semana ou dia útil”, escreveu Zelensky em publicação nas redes sociais.
“Isso não pode ser ignorado. O silêncio dos Estados Unidos, o silêncio dos outros ao redor do mundo apenas encoraja Putin. Sem uma pressão realmente forte sobre a liderança russa, essa brutalidade não pode ser detida.”
Últimas Notícias





