Relatório da PF diz que Bolsonaro movimentou R$ 30,5 milhões em um ano
22/08/25
By:
Redação
O relatório não cita ilegalidades quanto à origem dos recursos movimentados por Bolsonaro, mas relata cerca de 50 comunicações de movimentações atípicas envolvendo o ex-presidente e pessoas ligadas a ele

Informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) movimentou R$ 30,5 milhões nas suas contas bancárias entre março de 2023 e fevereiro de 2024.
Os milhões
Os valores fazem parte do relatório de inteligência financeira, que foi usado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que indiciou Bolsonaro e um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no caso do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. “No período de 01/03/2023 a 07/02/2024, foram movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos, cujos resumos por tipo de lançamento constam nas tabelas a seguir”, escreveu a PF.
O relatório não cita ilegalidades quanto à origem dos recursos movimentados por Bolsonaro, mas relata cerca de 50 comunicações de movimentações atípicas envolvendo o ex-presidente e pessoas ligadas a ele, como o filho, Eduardo, e a esposa, Michele Bolsonaro. Das 50 comunicações, quatro informaram operações suspeitas em contas de Bolsonaro e outras quatro nas contas de Eduardo. Outras 42 operações foram feitas em contas de terceiros.
INDICIAMENTOS
A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), por coação na ação penal do golpe.
As investigações que apuraram as ações de coação no curso da Ação Penal n° 2668, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), foram concluídas e divulgadas pela PF, na noite desta quarta-feira (20).
O relatório final foi encaminhado ao STF, na sexta-feira (15), com o indiciamento de Bolsonaro e seu filho, pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.
O documento compartilhado pela Polícia Federal possui 35 páginas e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
*Com Agência Brasil
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