Relembre alguns gestos que marcaram o pontificado do Papa Francisco
21/04/25
By:
Redação
Não só com palavras e documentos, ele apontou para uma Igreja em saída e misericordiosa

Em seu pontificado, o Papa Francisco realizou gestos que traduzem e reforçam suas mensagens para a Igreja e a humanidade inteira. Não só com palavras e documentos, ele apontou para uma Igreja em saída, misericordiosa, que cuida da criação, vive o amor na família e promove a fraternidade humana.
Relembre alguns dos inúmeros gestos que marcaram o pontificado do Papa Francisco e ficaram registrados nas memórias, corações e na história da Igreja.
– O Papa que pede orações ao povo de Deus
Logo após ser apresentado ao mundo, na sacada central da Basílica São Pedro, o Papa Francisco surpreendeu os milhares de fiéis que lotavam a praça ao saudá-los com um simples “Boa noite” e, em seguida, inclinar-se pedindo orações por sua missão à frente da Igreja Católica.
– O Papa que chora com os migrantes
Em 8 de julho de 2013, Francisco fez a primeira viagem de seu pontificado: à ilha de Lampedusa, no extremo sul da Itália. No local, o pontífice quis manifestar sua proximidade aos migrantes que tinham conseguido atravessar o Mediterrâneo e chorar por aqueles que morreram na travessia. O gesto deu início às diversas iniciativas em vista de acolher, proteger, promover e integrar os migrantes.
– O Papa junto do povo
Em julho de 2013, o Papa Francisco fez sua primeira viagem apostólica, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Brasil. Na ocasião, vários momentos marcaram a memória daquele primeiro contato do pontífice em outro país junto com o povo de Deus. Um exemplo foi o abraço no menino Nathan de Brito, à época com 9 anos, que conseguiu furar o bloqueio e partilhar com o Papa seu desejo de ser padre.
– O Papa que visita as periferias de Roma
Em várias ocasiões durante seu pontificado, o Papa Francisco saiu do Vaticano para fazer visitas surpresas na periferia de Roma. Famílias, instituições que atuam com jovens ou com pessoas que enfrentam problemas mentais foram visitadas pelo pontífice e receberam palavras de apoio e incentivo. Essa presença também ocorreu nas paróquias da periferia da diocese de Roma, escolhidas por Francisco para encontros com o clero.
– O Papa que aponta para a globalização da esperança
No dia 28 de outubro de 2014, o Papa reuniu-se com os movimentos populares, que realizavam, em Roma, o seu primeiro encontro mundial. Em audiência, proferiu um discurso que poderia ser definido como “programático”, indicando os três Ts (terra, teto e trabalho) ponto fulcral da ação destes grupos que atuam em nome da dignidade humana, da justiça social, do desenvolvimento dos mais pobres e dos descartados. O pontífice voltou a encontrar os movimentos em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia (2015), e dirigiu-se a eles nos encontros seguintes.
Na Bolívia, Francisco afirmou: “a globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença”.
– O Papa que mostra o rosto misericordioso de Deus
Em 2015, Francisco convocou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Misericordie Vultus foi o título da Bula de Proclamação. O Ano Santo foi oportunidade para contemplar o mistério da misericórdia, “fonte de alegria, serenidade e paz”. Para essa ocasião, Francisco marcou o início adiantado do ano jubilar na África. A primeira Porta Santa foi aberta em Bangui, na República Centro-Africana, uma terra marcada pela guerra e sofrimentos.
– O Papa que recorda que estamos no mesmo barco
Numa Praça de São Pedro vazia e debaixo de chuva, o Papa atravessava rumo à porta da basílica. Uma das imagens mais emblemáticas de seu pontificado, num momento desafiador e de sofrimento para a humanidade inteira. Eram os primeiros meses da pandemia de Covid-19 e Francisco promovia um “momento extraordinário de oração” com a bênção Urbi et Orbi (Para a cidade e o mundo).
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