Renan Filho sobre anistia: “Perdoar golpista é autorizar o próximo golpe”
05/09/25
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Ele classificou como perigosa a tentativa de setores políticos de minimizar os ataques às sedes dos três Poderes

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), fez um duro pronunciamento nesta quinta-feira (4) contra a proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o ministro criticou a tentativa de apagar os crimes cometidos com base em um discurso de “pacificação” e alertou para os riscos de repetir erros históricos.
“Eu sou contra a anistia a quem tentou golpear a democracia no 8 de janeiro. Não se apaga com perdão”, declarou Renan Filho no vídeo.
O ministro citou episódios históricos, como a anistia concedida a militares golpistas em 1961, que precedeu o golpe militar de 1964, e traçou um paralelo com o atual cenário político, onde setores bolsonaristas defendem a anistia como forma de reconciliação nacional.
“Perdoar golpista é autorizar o próximo golpe. Democracia não se defende com complacência, defende-se com firmeza dentro da lei. Justiça não é vingança, é proteção, é o único caminho para impedir novas aventuras autoritárias”, afirmou.
Crítica à tentativa de reescrever a história
Renan Filho classificou como perigosa a tentativa de setores políticos de minimizar os ataques às sedes dos três Poderes em Brasília, que marcaram o 8 de Janeiro. Ele reforçou que esse tipo de ação contra a democracia precisa ser enfrentado com responsabilidade institucional e rigor legal.
“Hoje, setores bolsonaristas repetem esse roteiro: atacaram os Três Poderes, questionaram as urnas eletrônicas e agora pedem anistia em nome da pacificação. Mas pacificar não é esquecer”, pontuou.
Compromisso histórico do MDB
Durante o discurso, Renan Filho também fez questão de reforçar o papel histórico do MDB na redemocratização do Brasil e cobrou que o partido mantenha essa postura diante do atual contexto.
“Eu sou do MDB, um partido que liderou a redemocratização nesse país. Cabe a nós, MDbistas, reafirmar esse compromisso histórico. A democracia brasileira não pode ser duas vezes golpeada pelo mesmo erro. Anistia, não”, concluiu.
Contexto
O debate sobre uma possível anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro vem ganhando força em alguns setores do Congresso Nacional. A proposta divide opiniões e levanta discussões sobre justiça, impunidade e estabilidade democrática no país.
A fala de Renan Filho ocorre em um momento crucial, em que lideranças políticas buscam se posicionar diante de temas que envolvem o futuro das instituições democráticas brasileiras.
Fonte: Informa Alagoas
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