Reunião da Executiva Nacional do Cidadania foi marcada por gritos e xingamentos
21/08/23
By:
Redação
Embates entre presidente da Sigla, Roberto Freire, e dirigentes disputam pelo rumo do partido

Uma reunião da Executiva Nacional do Cidadania (ex-Partido Popular Socialista, PPS) encerrou no último sábado, 19, entre gritos e xingamentos, com a vitória de um grupo de 13 dirigentes que tentam trocar o comando da sigla pela primeira vez, desde 1992. O grupo a favor da mudança conseguiu marcar a decisão para dia 9 de setembro, por 13 votos a 0.
Caso a mudança ocorra, o presidente do partido há 31 anos, o ex-deputado federal Roberto Freire, o Diretório Nacional da sigla decide sobre a eleição de uma nova Executiva Nacional. O atual presidente não pode se reeleger por uma mudança recente no estatuto. Ala do partido afirma que o atual comando quer se alinhar a Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, e Jair Bolsonaro, ex-Presidente da República.
Embate
A reunião foi cheia de embates entre o presidente da sigla e os dirigentes, por causa de disputas pelo rumo do partido. O Diretório Nacional do Cidadania aprovou neste ano o apoio ao governo Lula, mas a bancada de cinco deputados federais anunciou independência desde então. Esse grupo quer levar o partido a se alinhar ao bolsonarismo e ao presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que controla os deputados por meio de liberação de verbas.
Então Freire reclamou, na reunião, que a eleição antecipada de uma nova Executiva seria uma tentativa de expulsá-lo da sigla. Ele também mandou dirigentes “calarem a boca” e, aos gritos, disse, num ato falho, que querem tirá-lo da “presidência da República”. Durante a troca de acusações, ofensas como “caudilho” foram ouvidas na reunião. O ex-deputado federal Daniel Coelho defendeu Freire e chamou um dirigente de “picareta” e “vagabundo”.
O secretário-geral do Cidadania, Regis Cavalcante, diz que o partido está paralisado pelas atitudes de Freire.
Já o deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP), um dos parlamentares mais ligados a Arthur Lira no Congresso e beneficiário do orçamento secreto (R$ 5,4 milhões em 2021 e R$ 8,4 milhões em 2022), acredita que as disputas internas podem atrapalhar o desempenho da sigla nas eleições municipais de 2024 e que a mudança do comando da sigla tira do seu controle o fundo partidário. Ele é o tesoureiro da sigla.
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