STF tem segurança reforçada para julgamento de trama golpista
01/09/25
By:
Redação
A partir desta terça-feira (2), entram em vigor as ações coordenadas entre a Polícia Judicial Federal e a SSP-DF

Na véspera do início do julgamento da trama golpista que teria tentado manter Jair Bolsonaro no poder, o Supremo Tribunal Federal (STF) intensificou significativamente as medidas de segurança em sua sede.
Segurança física reforçada
Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) aumentaram o efetivo e veículos permanecerão de prontidão ao redor da Corte até, no mínimo, 12 de setembro — data estimada para o encerramento do julgamento. Além disso, foi instalada na Secretaria de Segurança Pública do DF uma “Célula Presencial Integrada de Inteligência”, que reúne órgãos de segurança locais e federais e monitora tanto o trânsito de pessoas em Brasília quanto postagens nas redes sociais, com foco em ações preventivas.
A partir desta terça-feira (2), entram em vigor as ações coordenadas entre a Polícia Judicial Federal e a SSP-DF: abordagens, revistas de mochilas e bolsas, além de varreduras diurnas e noturnas com drones de imagem térmica. A circulação de pessoas na Praça dos Três Poderes e vias de acesso ao tribunal está sob controle rigoroso. Também está proibido montar acampamentos ou realizar manifestações próximas ao STF.
Controle de acesso e credenciamento restrito
Mais de 3 mil pessoas se inscreveram para acompanhar o julgamento presencialmente — entre elas, 501 jornalistas nacionais e estrangeiros. No entanto, o acesso ao tribunal será controlado: apenas servidores, advogados e profissionais de imprensa previamente credenciados poderão entrar. Itens como armas, objetos cortantes, fogos de artifício, recipientes de vidro, mochilas grandes, barracas e drones não autorizados estão proibidos nas imediações.
Antecedentes de risco e vigilância tecnológica
O reforço é atribuído a um cenário de risco crescente. Na região, resistências institucionais e potenciais ameaças são esperadas diante do julgamento de figuras como Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e outros oito acusados de integrar o núcleo central da trama golpista. Eles respondem a cinco crimes graves, cujas penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.
A decisão de blindar o julgamento ocorreu após um atentado suicida à sede do STF em novembro de 2024, quando um homem entrou com explosivos e tirou a própria vida. Em fevereiro, outra tentativa de invasão foi frustrada. Além disso, houve reforço nos protocolos de segurança cibernética, em resposta a ataques anteriores que buscaram derrubar sistemas de atendimento ao público e sites institucionais.
Conclusão
O STF adotou um plano extraordinário de segurança, com foco tanto na proteção física quanto na vigilância digital e inteligência integrada. O esquema busca garantir que os trabalhos – de alto simbolismo institucional – transcorram sem incidentes, protegendo ministros, servidores, advogados e imprensa.

Últimas Notícias





