Supremo Tribunal autoriza acordo de cooperação de assessor de Bolsonaro
10/09/23
By:
IA Redação
Decisão aperta cerco ao ex-presidente, que enfrenta várias investigações criminais

O Supremo Tribunal Federal do Brasil autorizou no sábado um acordo de cooperação entre o ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, e a Polícia Federal. A decisão, tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, aperta o cerco ao ex-presidente, que enfrenta várias investigações criminais.
Cid estava preso desde maio, acusado de participação em um esquema para vender joias caras dadas à administração Bolsonaro. Ele também está envolvido em outras investigações, incluindo relatórios de registros falsificados de vacinação.
A decisão de Moraes permite que Cid seja libertado da prisão, mas ele ficará sujeito a uma série de restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e obrigação de comparecer às autoridades uma vez por semana. Caso não cumpra essas restrições, ele será novamente preso.
A notícia do acordo de cooperação de Cid é um revés para Bolsonaro, que está sob crescente pressão legal desde que perdeu as eleições presidenciais do ano passado. O ex-presidente é acusado de forjar um movimento de negação das eleições que culminou com a invasão de prédios do governo em Brasília por milhares de seus apoiadores em 8 de janeiro. Ele também foi considerado politicamente inelegível até 2030 pelo tribunal eleitoral federal do Brasil.
O acordo de cooperação de Cid pode fornecer à Polícia Federal informações valiosas sobre as investigações que envolvem Bolsonaro. Se Cid colaborar ativamente com as autoridades, ele pode ajudar a fortalecer os casos contra o ex-presidente.
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