Trajetos de jatos investigados pela PF coincidem com agenda de Rueda, chefe do União Brasil
23/09/25
By:
Redação
A investigação faz parte da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que apura infiltração da facção no setor de combustíveis, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio

Os trajetos de aeronaves investigadas pela Polícia Federal coincidem com compromissos públicos de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e levantam suspeitas sobre uma possível ligação do dirigente partidário com um esquema de jatos usados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação faz parte da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que apura infiltração da facção no setor de combustíveis, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio por meio de fundos de investimento e empresas de aviação executiva. Um dos depoimentos-chave é do piloto Mauro Caputti Mattosinho, que trabalhou para a Táxi Aéreo Piracicaba (TAP) e afirmou à PF que parte da frota da empresa seria, na prática, de propriedade de Rueda, embora registrada em nome de terceiros.
Segundo ele, o número de aeronaves teria dobrado em apenas dois anos. Entre os jatos citados está um Gulfstream G200 que, de acordo com registros de transponder, esteve em Lisboa no início de julho, no mesmo período em que Rueda participou do Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”.
Dois meses antes, o mesmo avião esteve em Nova York, durante a “Brazilian Week”, evento em que o presidente do União Brasil aparece em registros ao lado do governador Ronaldo Caiado. Em agosto, outra aeronave esteve na Grécia, coincidindo com a festa de 50 anos de Rueda, que reuniu políticos, empresários e artistas. Apesar das coincidências, não há confirmação de que Rueda tenha embarcado nos voos ou seja o proprietário formal das aeronaves.
O dirigente nega qualquer relação com os aviões ou com o esquema investigado, afirmando que costuma viajar em voos comerciais ou fretados e classificando as menções feitas nas investigações como “ilações irresponsáveis”. O União Brasil divulgou nota em defesa de seu presidente, chamando as suspeitas de infundadas e prometendo medidas judiciais.
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