Trump eleva para 25% as tarifas sobre importações de aço e aluminio
11/02/25
By:
Redação
Detalhes do plano de Trump ainda não foram anunciados — prevê-se que isso seja divulgado ainda esta semana

O presidente americano, Donald Trump, assinou ações executivas que impõem tarifas sobre as importações de aço e alumínio na noite desta segunda-feira (10/02).
Trump determinou uma tarifa de 25% sobre alumínio e aço e cancelou isenções e cotas livres de impostos para grandes fornecedores como Canadá, México, Brasil e outros países.
"Hoje estou simplificando nossas tarifas sobre aço e alumínio", afirmou. "É 25% sem exceções ou isenções."
"A nossa nação precisa que aço e alumínio sejam produzidos nos Estados Unidos, não em terras estrangeiras", disse o presidente americano.
No entanto, ele disse que poderia considerar uma exceção para a Austrália, devido ao superávit comercial dos EUA no comércio com o país.
Detalhes do plano de Trump ainda não foram anunciados — prevê-se que isso seja divulgado ainda esta semana.
Para repórteres, ele disse que "tarifas recíprocas" a países que taxam importações americanas seriam implementadas nos próximos dois dias. Mas ele não especificou quais nações seriam alvo da medida ou se haveria isenções.
"Não me importo", Trump disse, segundo relatos, ao ser questionado sobre outros países retaliando contra as tarifas dos EUA.
Ele também indicou que consideraria tarifas adicionais sobre automóveis, produtos farmacêuticos e chips de computador.
"É hora de nossas grandes indústrias voltarem para os Estados Unidos... Esta é apenas a primeira de muitas medidas. Vamos adotar outras em diferentes áreas", declarou.
O Brasil será um dos países mais atingidos pelas tarifas.
Tarifas são usadas como barreiras comerciaispelos países. Ao cobrá-las, o governo desestimula importações ao encarecer produtos importados em relação aos produtos nacionais.
Além disso, o encarecimento pode ter o efeito de esfriar a demanda pelos produtos.
O principal afetado pelas medidas é o Canadá — que é a maior fonte de aço e alumínio importados pelos EUA. Mas Brasil, México e Coreia do Sul também são grandes fornecedores de aço aos EUA.
Em 2024, de acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, o Canadá exportou 6 milhões de toneladas para os EUA.
Em seguida, vem o Brasil com 4,1 milhões de toneladas e depois o México, que enviou 3,2 milhões de toneladas de aço para os EUA no ano passado.
O Brasil é o nono maior produtor de aço bruto do mundo, atrás de China, Índia, Japão, EUA, Rússia, Coreia do Sul, Alemanha e Turquia.
Os EUA são, de longe, o maior mercado para produtos siderúrgicos do Brasil. O Brasil exporta para os EUA 12 vezes mais do que para a Europa e 6 vezes mais do que para a América Latina.
Já em relação ao alumínio, outro produto alvo de tarifas anunciadas por Trump, o Brasil é o 14º maior fornecedor para os EUA, segundo dados do departamento de Comércio dos EUA.
O próprio Brasil também pratica protecionismo no setor do aço. Em outubro, após mais de um ano de análise, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) elevou para 25% o imposto de importação para 11 tipos de produtos de ferro e de aço. Antes disso, esses produtos pagavam de 10,8% a 14% para entrarem no país.
O pedido foi feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel) que acusava "concorrência desleal dos produtos importados".
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