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Maceió

ALE-AL debate impactos da mineração da Braskem em Maceió

Sessão especial reuniu Igreja, Ministério Público e moradores atingidos pelo afundamento do solo.

Por Redação RT Notícias· 2 min de leitura
Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas durante sessão (Imagem ilustrativa gerada por IA)
Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas durante sessão (Imagem ilustrativa gerada por IA)
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A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL) recebeu na manhã desta quinta-feira (5) uma sessão especial para debater os impactos da mineração de sal-gema da Braskem em Maceió e a situação das comunidades atingidas pelo afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. O encontro integrou a Caravana pela Ecologia Integral, com participação de representantes da Igreja e da comunidade, e foi proposto pelos deputados Ronaldo Medeiros (PT) e Carla Dantas (MDB), aprovado por unanimidade pelo plenário.

Participaram da sessão o representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Dom Vicente de Paula, o arcebispo de Maceió, Dom Carlos Alberto Breis Pereira, o promotor do Ministério Público Jorge Dórea, a procuradora da República Roberta Bomfim, o defensor regional de Direitos Humanos Diego Martins Alves, e moradores das áreas atingidas, entre eles Glauciane Alves, do bairro Bom Parto, e Antônio Domingos, do Flexais.

Quase oito anos de ações judiciais

Segundo o promotor Jorge Dórea, o caso já se estende por quase oito anos, com ações judiciais ainda em andamento e parte das propostas da comunidade rejeitada pelo Judiciário. Ele afirmou que o Ministério Público, o Ministério Público Federal e as Defensorias atuam desde o anúncio da tragédia, com a primeira medida voltada a "salvaguardar a integridade física dos moradores que estavam sujeitos a sofrerem danos".

O deputado Ronaldo Medeiros disse que o episódio continua gerando sequelas às vítimas e que a sessão buscou ir além da dimensão ambiental do caso. Dom Vicente de Paula, que citou a tragédia de Brumadinho (MG) como referência de acompanhamento a populações atingidas por desastres, defendeu que os moradores sejam protagonistas na defesa de seus direitos.

Moradores relataram o impacto do processo sobre a saúde emocional das famílias atingidas e pediram atenção do poder público a esse aspecto da tragédia.

Com informações da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL).

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