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Há anos que passam despercebidos. E há anos que marcam a história para sempre. 2025 foi um desses.

  • Foto do escritor: Renata Bueno
    Renata Bueno
  • 31 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 3 de jan.


Foi um ano de decisões que ecoarão por gerações, de despedidas que comoveram o mundo e de momentos em que escolhi estar presente onde a história se fazia. Com um pé no Brasil e outro na Itália, acompanhei de perto debates que afetam vidas reais, famílias inteiras e o futuro de milhões de descendentes de italianos espalhados pelo planeta.

No Brasil, celebrei o aniversário do meu filho Vittorio, vivi o Carnaval com familiares e amigos queridos e, ao regressar à Itália, ganhei ainda mais clareza sobre o que desejo para o nosso futuro coletivo.

Na Itália, mergulhei no Ano do Jubileu, um evento raro, que ocorre a cada 25 anos, marcado por profunda reflexão espiritual, fé renovada e um senso de responsabilidade coletiva. Infelizmente, o ano também nos trouxe uma despedida irreparável: a morte do Papa Francisco, em 21 de abril, aos 88 anos. Um líder que deixou uma marca indelével na história contemporânea, com sua coragem, humildade e compromisso inabalável com a humanidade.

Entre agendas institucionais, participei do America Latina Day em Milão, debatendo parcerias estratégicas entre Itália e América Latina, e da iniciativa Sinal Vermelho, promovida pelo Consulado-Geral, reforçando o combate à violência doméstica, uma causa urgente que demanda ações concretas e compromisso ininterrupto.

Nesse contexto de fortalecimento de laços transatlânticos, 2025 foi marcado pelas intensas negociações e expectativas em torno do acordo de parceria entre a União Europeia e o Mercosul. Após anos de diálogos, o ano trouxe avanços significativos, com a conclusão política do texto em etapas anteriores e debates acalorados sobre salvaguardas agrícolas e sustentabilidade. Embora a assinatura formal tenha sido adiada para o início de 2026 devido a ajustes finais na Europa, vejo nesse acordo uma oportunidade histórica de construir pontes econômicas e culturais mais sólidas entre nossos continentes beneficiando exportações, investimentos e, acima de tudo, as pessoas que vivem entre esses mundos, como eu e tantos descendentes italianos na América do Sul.

No âmbito legislativo, 2025 trouxe controvérsias profundas e avanços históricos. Em março, o decreto convertido em lei em maio limitou o reconhecimento automático da cidadania italiana por ius sanguinis a filhos e netos de italianos nascidos no país, gerando debates acalorados. Continuo firme em minha oposição a essa restrição: para mim, cidadania é pertencimento, vínculo ancestral e história viva, não uma concessão limitada por gerações.

Acompanhei as intensas discussões em torno do referendum popolare de junho, que abordou temas cruciais como imigração, direitos trabalhistas e requisitos para a cidadania italiana. Diante das novas regras e dos desafios crescentes, intensifiquei meu trabalho à frente do Instituto Cidadania Italiana, orientando e apoiando descendentes na obtenção de vistos de estudo e trabalho, tornando o processo mais acessível, humano e justo.

A aprovação unânime, em novembro, da tipificação do feminicídio como crime autônomo, punível com prisão perpétua, representou um marco no combate à violência contra as mulheres.

Mais recentemente, com o decreto publicado em 24 de novembro, a Itália reconhece a urgência de atrair mão de obra qualificada, especialmente descendentes de italianos de países com históricos fluxos migratórios, ao mesmo tempo em que valoriza as próprias raízes históricas, promovendo um equilíbrio necessário para o crescimento sustentável do país. Houve também discussões sobre o possível fim do voto por correspondência para os cidadãos italianos no exterior, uma proposta que, se aprovada, poderia representar um passo para fortalecer a democracia, garantindo maior proximidade e participação efetiva na vida política nacional, embora ainda em debate e com implicações significativas para a diáspora.

Entre tribunais, eventos, fóruns internacionais e compromissos legislativos, nunca perdi de vista o essencial: a família, os afetos e as raízes. São os momentos simples, longe dos holofotes, que dão verdadeiro sentido às decisões públicas e à atuação institucional.

Que 2026 seja mais italiano no seu melhor: corajoso para enfrentar desafios profundos, sem receio de escolhas difíceis. E que seja profundamente brasileiro: alegre, acolhedor, familiar e repleto daquele calor humano que só o amor verdadeiro proporciona.

Ao encerrar este ano, retorno ao Brasil não só para agendas profissionais, mas para celebrar a vida ao lado de quem caminha comigo todos os dias. Porque, no meio das leis, dos acordos e da história, o que permanece são as pessoas.

Eu e minha família desejamos a todos boas festas e um 2026 cada vez mais brasileiro e mais italiano: com mais justiça, mais pontes e, acima de tudo, mais humanidade.

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