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Bienal celebra heranças afro-brasileiras com protagonismo local e internacional

17/07/25

By:

Redação

Maior evento literário de Alagoas acontece de 31 de outubro a 9 de novembro com programação diversa, autores premiados e valorização da cultura afro

Só pelo tema ‘Brasil e África ligados culturalmente em seus ritos e raízes’, é evidente que a 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas vai ser histórica. O já consagrado maior evento literário e cultural do estado tem data e local marcados: de 31 de outubro a 9 de novembro, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá.


Neste ano, conta com uma programação inteiramente especial que destaca a conexão afro-brasileira por meio de debates, exposições e lançamentos literários. Se na última edição foram batidos os mais de 400 mil visitantes e, aproximadamente, 250 mil livros vendidos, para esta edição a organização do evento não tem medido esforços para que os números sejam ainda mais satisfatórios, a fim de potencializar a cultura, a leitura e a economia em Alagoas.


Personalidades mundialmente conhecidas, de diferentes áreas do conhecimento, vêm abrilhantar as discussões no evento. Entre os nomes já confirmados, Djamila Ribeiro, Bárbara Carine e Jefferson Tenório, vencedores do Prêmio Jabuti de Literatura.


Representatividade


Em celebração à confluência África-Brasil, em aspectos dos mais variados, foram incluídos na programação diversos especialistas na luta antirracista, como o professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas e ex-diretor do Neabi, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Ufal, Zezito Araújo; o criador da MPBIA, Música Popular Brasileira Infantil Antirracista, Allan Pevirguladez; e, diretamente da Nigéria, Ikechukwu Sunday Nkeechi, o Sunny, que transformou os contos da tradição oral africana.


Além disso, em conjunto com o tema central, diversas áreas temáticas serão abordadas durante os 10 dias de evento, como o direito da comunidade LGBTQIAPN+, discutido pela jornalista e professora travesti Sara Wagner York; o feminismo negro, com a filósofa e fundadora do Geledés, Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro. E vem muito mais por aí.


Vozes alagoanas


Com o objetivo de fortalecer e ampliar a presença de vozes alagoanas no cenário editorial, a Ufal, por meio da Editora Universitária (Edufal) e em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), lançou um edital voltado à publicação de obras inéditas de autores do estado.


A iniciativa busca incentivar novos talentos e valorizar a diversidade da produção literária e acadêmica em Alagoas. Ao todo, 22 obras serão lançadas durante a Bienal, incluindo trabalhos acadêmicos selecionados por meio de chamada pública.


Homenageados


A diversidade cultural de Alagoas é um dos grandes destaques da Bienal deste ano. Como forma de reconhecimento a quem preserva e difunde saberes tradicionais, três Patrimônios Vivos do estado serão homenageados durante o evento: Mãe Neide Oyá d’Oxum, Mãe Mirian e Pai Célio, o padrinho do evento. A proposta é reverenciar lideranças que estão na linha de frente da valorização e disseminação dos rituais das religiões de matriz africana em Alagoas.


A patronesse do evento, Mãe Neide Oyá d’Oxum, é uma das grandes representantes da cultura afro no estado. Registrada como Patrimônio Vivo há mais de 14 anos, a mestra é ialorixá e mantém um centro de cultura afro, o Centro Espírita Santa Bárbara, no Conjunto Village Campestre, onde é responsável por diversos cursos e oficinas profissionalizantes, trabalhando em prol da melhoria da comunidade. Além disso, em 2021, foi eleita a melhor chef do país, sendo a única mulher negra e nordestina a chegar à última fase da disputa.


Já a madrinha do evento, Mãe Mirian, teve seu despertar para os Orixás aos 12 anos e, desde então, iniciou seus trabalhos religiosos em uma época em que a perseguição aos praticantes de religiões de matriz africana era enfática. Em 2021, aos 87 anos, foi declarada Mestra do Patrimônio Vivo de Alagoas, em reconhecimento à sua dedicação e contribuição inestimável para a preservação dessas tradições culturais e religiosas. Atualmente, no auge de seus 91 anos, segue trabalhando para a difusão das celebrações de matriz africana.


O padrinho, Pai Célio, Mestre do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2021, passou por grandes transformações e descobriu desde muito cedo que seria o herdeiro religioso do axé. Criou, em 1984, o Núcleo de Cultura Afro-Brasileira Iyá Ogun-té, uma instituição sem fins lucrativos voltada à formação e ao fortalecimento das comunidades tradicionais, promovendo oficinas, palestras e cursos voltados à cultura afro-brasileira.


Sobre a Bienal


A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo Governo de Alagoas, com patrocínio do Sebrae e apoio da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes). O evento se destaca por ser o único do segmento realizado por uma universidade pública no Brasil.


Sob a coordenação do professor Eraldo Ferraz, o maior evento cultural e literário do estado também conta com o apoio das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), do Turismo (Setur) e da Comunicação (Secom) de Alagoas.


Para acompanhar todas as novidades da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, como atualizações da programação, nomes recém-confirmados e outras informações importantes, basta acessar o site oficial, o bienal.ufal.br/2025, e seguir o perfil @bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.







Fonte: Ascom Ufal

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