Com Selic em 14,5%, Copom enfrenta inflação pressionada por tensão global
Juros básicos foram reduzidos em abril e mantidos em maio; expectativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%

A política de juros do Brasil segue no centro do debate econômico. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano em abril, com corte de 0,25 ponto, e manteve o patamar na reunião seguinte, em maio.
O pano de fundo é uma inflação que voltou a pressionar. Segundo o boletim Focus, a expectativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, acima do teto da meta — fixada em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto, o que leva o limite superior a 4,5%.
Entre os fatores de pressão está o conflito no Oriente Médio, que se reflete na alta de combustíveis e alimentos e complica o trabalho do Copom no controle dos preços.
No campo da atividade, economistas projetam expansão de cerca de 1,85% do PIB em 2026. O equilíbrio entre conter a inflação e não travar o crescimento segue como o principal desafio da autoridade monetária.
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