MPT já recebeu 27 denúncias de assédio eleitoral em Alagoas em 2026

A menos de 48 horas do primeiro turno, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL) contabiliza 27 casos de assédio eleitoral registrados em 2026, envolvendo tanto o setor público quanto o privado.
O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores pressionam, coagem ou tentam influenciar o voto de funcionários. Segundo o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, o emprego e o salário não podem ser usados para impor uma escolha política — conduta prevista como crime no Código Eleitoral.
Entre os casos acompanhados no estado está uma ação contra a Prefeitura de Igreja Nova, que foi proibida de praticar discriminação, perseguição ou retaliação a trabalhadores por causa de suas posições políticas.
Em todo o país, o MPT já havia registrado mais de 800 denúncias de assédio eleitoral até o início de outubro. O trabalhador que se sentir pressionado pode denunciar ao MPT, inclusive de forma anônima.
Leia também

Justiça Eleitoral conclui a preparação das urnas em Alagoas para o domingo
TRE-AL finaliza a carga, os testes e o lacre dos equipamentos antes da votação de 4 de outubro; a etapa é pública e acompanhada por partidos, MP e OAB.

TSE autoriza forças federais em sete municípios de Alagoas nas eleições de domingo
Reforço de segurança foi aprovado para Feira Grande, Igreja Nova, Junqueiro, Lagoa da Canoa, Piaçabuçu, Rio Largo e Teotônio Vilela.

Eleições 2026 terão transmissão de resultados por satélite em áreas remotas
TSE usará conexão via satélite para enviar os boletins de urna de locais sem internet; a medida não altera a segurança da urna.