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ONU vê avanço histórico na restauração de ecossistemas

Relatório do Pnuma e da FAO destaca Brasil entre países com áreas em recuperação.

Por Redação RT Notícias· 1 min de leitura
Floresta em processo de restauração ecológica
Floresta em processo de restauração ecológica
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Um novo relatório da ONU, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aponta que 252 milhões de hectares estão em processo de restauração em 149 países, o maior esforço já documentado nessa área. O documento foi divulgado nesta quinta-feira (29), na metade da Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas, iniciada em 2021.

Segundo o relatório, a iniciativa já gerou cerca de 1 milhão de empregos verdes no mundo. A meta acordada internacionalmente é restaurar 1 bilhão de hectares até 2030, o que exigiria quadruplicar o financiamento atual e acelerar o ritmo das ações, com foco em ecossistemas de água doce, marinhos e costeiros.

Dados sobre o Brasil

No Brasil, sistemas de satélite e monitoramento indicam 3,4 milhões de hectares em recuperação. Na Mata Atlântica, um pacto que reúne Brasil, Paraguai e Argentina e mais de 300 organizações já contribuiu para salvar 700 mil hectares de floresta, com meta de chegar a 1 milhão de hectares até 2030. O relatório registra o retorno de onças-pintadas e micos-leões-de-cara-dourada à Mata Atlântica na região.

O documento também destaca que Brasil e Iêmen foram os únicos países a relatar áreas em restauração dentro de territórios indígenas em seus relatórios nacionais. Segundo a ONU, povos indígenas administram ou têm direitos sobre ao menos 3,9 bilhões de hectares no mundo, mais de um quarto da superfície terrestre do planeta.

Natalia Alekseeva, coordenadora da Divisão de Ecossistemas do Pnuma, afirmou que "restaurar ecossistemas degradados está entre as formas mais eficazes de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo".

Com informações da ONU.

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