Calor pode eliminar 2,4 milhões de empregos na África
Estudo da OIT projeta perda de US$ 67 bilhões no PIB até 2040

Um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da ONU, projeta que o aumento das temperaturas e o estresse térmico no trabalho podem custar cerca de 2,46 milhões de empregos até 2040 na Etiópia, em Gana e no Senegal, com perda de US$ 67 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos três países.
Segundo a OIT, a Etiópia é o país mais afetado, com mais de 1 milhão de empregos já perdidos por causa do calor no trabalho, a maior parte no setor agrícola, e projeção de 1,78 milhão de vagas afetadas até 2040, com perda de US$ 33,3 bilhões no PIB. Em Gana, mais de 345 mil postos de trabalho já foram perdidos, número que pode chegar a 550 mil até 2040, com impacto de US$ 23,2 bilhões no PIB.
No Senegal, 72 mil postos já foram eliminados pelo calor, com estimativa de mais 129 mil nos próximos anos e perda de US$ 10,5 bilhões no PIB até 2040. O estudo aponta que o estresse térmico ligado às mudanças climáticas já causou perdas expressivas de tempo de trabalho e de renda nos três países desde 2023.
Agricultura e construção civil são os setores mais expostos, por envolverem trabalho físico intenso ao ar livre, mas os prejuízos também atingem transporte, comércio, serviços e a economia informal.
A diretora regional da OIT para a África, Fanfan Rwanyindo Kayirangwa, afirmou que proteger trabalhadores do calor também significa resguardar meios de subsistência, empresas e a sustentabilidade das economias. A OIT recomenda ajustar horários de trabalho para evitar os períodos mais quentes do dia, introduzir ciclos de descanso e fortalecer a fiscalização.
Com informações da ONU News.
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