Após contato com um escritório que representa um grupo de universidades e bibliotecas públicas norte-americanas e da Alemanha no Brasil, ficou acertada a aquisição de um bom número de exemplares do meu livro Memorial dos Palmares, já em quarta edição.
É preciso dizer que, ao longo dos anos, o Memorial dos Palmares já se encontra catalogado em 52 bibliotecas internacionais e em dezenas de outras bibliotecas do Brasil. Há uma ferramenta que permite averiguar isso, a worldcat.
Comecei a pesquisar Palmares em 1975, por ocasião do meu primeiro mergulho nos arquivos de Portugal, logo após a Revolução dos Cravos. Desde então, não parei mais, pesquisando em arquivos e bibliotecas de vários pontos do Brasil e da França.
A obra em Memorial dos Palmares examina a trajetória histórica do célebre Quilombo, organizado em Alagoas entre o final do século XVI e o início do século XVIII. Ela foi reeditada pela Imprensa Oficial de Graciliano Ramos, de Alagoas, com os honrosos apoios culturais da Fundação Astrojildo Pereira, de Brasília; da Fundação Casa de Jorge Amado, da Bahia, e do Centro de Excelência Nelson Mandela, de Sergipe. A própria UNESCO, um verdadeiro ministério da Educação mundial, reconheceu, por intermédio de seu secretário-executivo à época, o diplomata senegalês Doudou Diène, este meu Memorial como obra relevante para o conhecimento histórico. Isso se deu em 1998, dez anos após a primeira edição do livro.
Naturalmente fico extremamente feliz com tudo isso. O Quilombo dos Palmares, talvez a luta mais longa e heróica travada pela Humanidade por sua libertação da escravidão, merece todo esse reconhecimento.
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